sexta-feira, 4 de outubro de 2013

começo

Filha, como você esta se sentindo com todas essas mudanças?
Disse minha mãe com seu sorriso mais forçado, implorando por uma resposta positiva e um abraço.
Claro,vem cá.
ela desmoronou nos meus braços e sujou meu uniforme ridículo da escola nova. Dona Kitty ainda amava seu marido, eu sabia que sim, e é por isso que não entendia qual era a dificuldade da aceitação alheia ali presente.

Reflexão

Foi num dia em que meu celular rodava em uma sequencia aleatória da lista de músicas como de costume, que eu olhei para os meus pais: o fone gritava, mas meu rosto era intacto, minha mãe juntando as malas e jogando-as com os olhos inchados no carro, meu pai de braços cruzados na varanda, ignorando-a com a cabeça baixa. SEMPRE quis saber qual é o ponto que o amor deixa de existir para se transformar em uma competição por atenção, bens, tempo, problemas... O amor só é amor se já sofreu, certo? E quando percebemos que o sofrimento já não é por amor, é pela falta dele? Como se diferencia? Sempre pensei que quando sentisse isso, iria correr, fugir, me esconder em uma caverna longe das civilizações, pois é muito difícil pensar que esse sentimento te faz dependente de fatores externos para qualquer sorriso, de 1 milhão deles, que nunca vão estar alinhados, ou seja, você nunca estará feliz?

Cap 1 Continuação

Sempre fui anti-pessoas de maneira geral, meus ídolos eram símbolos literários e gostava de uma banda chamada Keane, pois me passavam paz, era raro quando sentia isso e me agarrava em cada um, pois era muito turbulento o meu mar de teorias cósmicas, conspiratórias, científicas, sexuais ou sentimentais. "Como você é entediante e fresca" Foda-se, não perca seu tempo lendo minha porcaria de história sobre o amor. SIIIIIIIIM! Fala sobre o amor, desculpa o tema clichê, as palavras gastas e o sorriso de canto, mas essa história não será como as outras, ela vai talvez iludir as almas solitárias e desesperadas, mas o meu recado será dado, não espere um mel doce demais vindo de um café amargo como eu, mas não espere também uma embriaguez momentânea sem a sobriedade e a seriedade de que o amor precisa mesmo em seus momentos mais loucos...

CAP 1 Annelize apresenta

Era uma sexta qualquer, daquelas que a rotina etá quase arrancando uma arma e te dando um "headshot" na cabeça. Normalmente meu dia preferido é um bom e velho domingo, o dia mundial do tédio, que eu me sentia representada exteriormente. Meu nome é Anelise, tenho 17 anos, não vivo nada anormal, não sou nada excepcional, sou na verdade um enorme clichê irritante, não que eu fique correndo atrás de celulares, roupas e corpo como as garotas da minha escola, mas também era comum ser como eu, meio deprimida e talvez por isso classificada no estilo hipster em alguns momentos. Cabelo castanho e bipolar, olhos castanhos e ex-gorda. Se você é ex-gorda como pode dizer que não da valor ao corpo? Essa é aquela história da menininha indefesa e triste que sofria bullying, emfim, nada interessante, mas atualmente desencanei.