Foi num dia em que meu celular rodava em uma sequencia aleatória da lista de músicas como de costume, que eu olhei para os meus pais: o fone gritava, mas meu rosto era intacto, minha mãe juntando as malas e jogando-as com os olhos inchados no carro, meu pai de braços cruzados na varanda, ignorando-a com a cabeça baixa. SEMPRE quis saber qual é o ponto que o amor deixa de existir para se transformar em uma competição por atenção, bens, tempo, problemas... O amor só é amor se já sofreu, certo? E quando percebemos que o sofrimento já não é por amor, é pela falta dele? Como se diferencia? Sempre pensei que quando sentisse isso, iria correr, fugir, me esconder em uma caverna longe das civilizações, pois é muito difícil pensar que esse sentimento te faz dependente de fatores externos para qualquer sorriso, de 1 milhão deles, que nunca vão estar alinhados, ou seja, você nunca estará feliz?